18/11/2012

AMOR QUE NÃO CABE EM MIM...


"Se eu
te
pudesse dizer
O que
nunca 
te direi,

Tu
terias
que
entender
Aquilo
que 
nem eu
sei."

(Fernando Pessoa)

O SILÊNCIO É POR FALTAR ME PALAVRAS...MAS NO CORAÇÃO TRANSBORDA O SENTIR...SE ENTENDERES...COLHA/ACOLHA NO SOM DO SILÊNCIO A IMENSIDÃO DESSE AMOR QUE NÃO CABE EM MIM...
AMO PARA MUITO MAIS ALÉM DO PALPÁVEL...
PAZ PROFUNDA!
TODA LUZ!
raulita erenha.

NÃO PERCA AS BÊNÇÃOS...

NÃO PERCA AS BÊNÇÃOS SIMPLESMENTE POR QUE ELAS NÃO ESTÃO "EMBRULHADAS" DE MANEIRA COMO VOCÊ ESPERAVA...
Foto: NÃO PERCA AS BÊNÇÃOS SIMPLESMENTE POR QUE ELAS NÃO ESTÃO "EMBRULHADAS" DE MANEIRA COMO VOCÊ ESPERAVA...
"Pequenas e grandes maneiras... 
Um homem, passeando pelo bosque, sussurrou:
- Deus, fale comigo... 
E um passarinho cantou... 
Mas o homem não ouviu... 

Então, o homem gritou: 
- Deus, fale comigo... 
Mas o homem não notou... 
E trovões e raios apareceram no céu... 

O homem olhou em volta e disse: 
- Deus, deixe-me ver o Senhor... 
Mas o homem não percebeu... 
E estrelas brilhantes apareceram... 

O homem gritou: 
- Deus, mostre-me um milagre...
E o homem não reparou... 
E uma criança nasceu... 

Então o homem clamou em desespero: 
- Toque-me, Deus. Deixe-me saber que o Senhor está aqui... 
Mas o homem a espantou... 
E uma borboleta pousou no seu ombro... 

Isso é um grande ensinamento de que Deus está sempre a nossa volta, nas coisas que nem imaginamos...
Nas pequenas e simples, como nas grandes também...

Não perca as bênçãos simplesmente por que elas não estão "embrulhadas" de maneira como você esperava... "

Que Deus te abençoe hoje e sempre!!!
Toda LUZ! 
Paz profunda!
Carinhoso Abraço. 
raulita erenha.
http://www.youtube.com/watch?v=nGQuYgX-bbw&feature=player_embedded#!
"Pequenas e grandes maneiras... 
Um homem, passeando pelo bosque, sussurrou:
- Deus, fale comigo... 
E um passarinho cantou... 
Mas o ho
mem não ouviu... 

Então, o homem gritou: 
- Deus, fale comigo... 
Mas o homem não notou... 
E trovões e raios apareceram no céu... 

O homem olhou em volta e disse: 
- Deus, deixe-me ver o Senhor... 
Mas o homem não percebeu... 
E estrelas brilhantes apareceram... 

O homem gritou: 
- Deus, mostre-me um milagre...
E o homem não reparou... 
E uma criança nasceu... 

Então o homem clamou em desespero: 
- Toque-me, Deus. Deixe-me saber que o Senhor está aqui... 
Mas o homem a espantou... 
E uma borboleta pousou no seu ombro... 

Isso é um grande ensinamento de que Deus está sempre a nossa volta, nas coisas que nem imaginamos...
Nas pequenas e simples, como nas grandes também...

Não perca as bênçãos simplesmente por que elas não estão "embrulhadas" de maneira como você esperava... "

Que Deus te abençoe hoje e sempre!!!
Toda LUZ!
Paz profunda!
Carinhoso Abraço.
raulita erenha.

Aleluia-Pintura de Flores/Vincent Van Gogh

O DOM DO AMOR

Foto: O DOM DO AMOR
O dom do Amor...revela-se na beleza da natureza em todas as estações...vibra na música que toca o coração...brilha no olhar da criança que remete a um horizonte sem fim...acaricia como o Abraço do Bem Amado que liberta das amarras de si mesmo...abre em poesia a Sabedoria/sabor de experienciar em cada momento a Fé/fidelidade da Vida...
Paz profunda!
Amoroso Abraço
raulita erenha.
http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=VEdULtoyAWs
O dom do Amor...revela-se na beleza da natureza em todas as estações...vibra na música que toca o coração...brilha no olhar da criança que remete a um horizonte sem fim...acaricia como o Abraço do Bem Amado que liberta das amarras de si mesmo...abre em poesia a Sabedoria/sabor de experienciar em cada momento a Fé/fidelidade da Vida...
Paz profunda!
Amoroso Abraço
raulita erenha.

Vanessa Mae-I will always love you

AMOR MAIOR!

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor... nada seria... Só o Amor conhece o que é Verdade...”
Foto: AMOR MAIOR!
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor... nada seria... Só o Amor conhece o que é Verdade...”

QUE O GRANDE MESTRE DO AMOR MAIOR NOS INSPIRE SEMPRE A AMAR MAIS E CADA VEZ MELHOR...ATÉ QUE O AMOR SEJA EM PLENITUDE VIVENCIADO NO TODO!...

BÊNÇÃOS DE LUZ!!!
PAZ VERDADEIRA!
DOCE BEIJO!
COM AMOR
raulita erenha.
What the world needs now is love
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=u_cIhnUEEng
QUE O GRANDE MESTRE DO AMOR MAIOR NOS INSPIRE SEMPRE A AMAR MAIS E CADA VEZ MELHOR...ATÉ QUE O AMOR SEJA EM PLENITUDE VIVENCIADO NO TODO!...

BÊNÇÃOS DE LUZ!!!
PAZ VERDADEIRA!
DOCE BEIJO!
COM AMOR
raulita erenha.

DESCANSE SEU CORAÇÃO...

“Se mantiver seus olhos abertos com sabedoria e tranqüilidade verá a grande beleza desse mundo...” (ParamahansaYogananda)
Foto: DESCANSE SEU CORAÇÃO EM DEUS
“Se mantiver seus olhos abertos com sabedoria e tranqüilidade verá a grande beleza desse mundo...” (ParamahansaYogananda)

Tenha uma semana de muita Luz!!!
Paz profunda!
Com carinho
raulita erenha.

Espelho da Alma
http://www.youtube.com/watch?v=H_gl4YIeP9Y&feature=player_embedded
"DESCANSE SEU CORAÇÃO EM DEUS..."
Em Beleza...Harmonia...Inteireza...
Toda Luz!!!
Paz profunda!
Luminoso Abraço!

raulita erenha.

Espelho da Alma-Yogananda

PRESENTE

Foto: BUSCAR NO INTERIOR DE SI MESMO A RESPOSTA
"Se eu pudesse deixar algum presente à você,
deixaria aceso o sentimento de amor a vida dos seres humanos.
Deixaria viva a gratidão por poder estar sempre aprendendo tudo o que o a vida nos vai ensinado tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos, como sinais para que não mais se repetissem.
E a capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
alem do pão, o trabalho e a ação.
E, quando tudo mais faltasse, para você eu deixaria, se pudesse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta para encontrar a saída."(Mahatma Ghandi)

GRATIDÃO A TODAS AS EXPRESSÕES DE VIDA...
GRATIDÃO A GRANDE VIDA!
NA LUZ SOMOS UM!
PAZ PROFUNDA!
LUMINOSO ABRAÇO!
COM AMOR
raulita erenha.

O PRESENTE
http://www.youtube.com/watch?v=uWsAnEObauw&feature=fvwrel
(Filme completo e dublado)
"Se eu pudesse deixar algum presente à você,
deixaria aceso o sentimento de amor a vida dos seres humanos.
Deixaria viva a gratidão por poder estar sempre aprendendo tudo o que o a vida nos vai ensi
nado tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos, como sinais para que não mais se repetissem.
E a capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
alem do pão, o trabalho e a ação.
E, quando tudo mais faltasse, para você eu deixaria, se pudesse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta para encontrar a saída."(Mahatma Ghandi)

GRATIDÃO A TODAS AS EXPRESSÕES DE VIDA...
GRATIDÃO A GRANDE VIDA!
NA LUZ SOMOS UM!
PAZ PROFUNDA!
LUMINOSO ABRAÇO!
COM AMOR
raulita erenha.


O PRESENTE-
Filme completo e dublado

http://www.youtube.com/watch?v=uWsAnEObauw&feature=fvwrel

SUTILEZA

“AS MELHORES E MAIS BELAS COISAS DO MUNDO NÃO PODEM SER VISTAS NEM TOCADAS, MAS O CORAÇÃO AS SENTE"(Helen Keller)

Que a Luz se faça sentir em meio à escuridão do medo de ser... Do medo de não ser...
Que Aquilo que É encontre espaço em todo 

 coração, coroando a vida em toda e qualquer estação...
Que na sutileza de cada momento tenhamos a claridade da eternidade presente em cada olhar... Que os "pequenos" gestos "grandes" silêncios sejam como o murmúrio do riacho... Inspiração a escuta do silêncio fecundo a nos falar... Degustando o sentir profundo... "Distâncias" que tempo/espaço não conseguem separar... Contato profundo de essência, na fragrância do Ser que se encontra no Ar... Que a beleza das coisas mais simples seja a ponte a nos religar...

“Bem-aventurados os que creram sem terem visto”

Paz verdadeira... Amor sem condições... Poder de Ser para muito mais além...
Gratidão por compartilhar a dádiva da Vida comigo...
Gratidão a tudo e a todos...
Toda Luz!
Fraternal Abraço
raulita erenha.

SOMOS PURA FLOR DE VENTO


"Responder a perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
de mim, atravessada pelo mundo.

Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende.

O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.

Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
E todos somos pura flor de vento."
(Cecília Meireles)

PAZ PROFUNDA!
PERFUMADO ABRAÇO!
COM AMOR
raulita erenha.

15/11/2012

SHALOM!!!

"  Paz, em hebraico, é Shalom, e, literalmente, Shalom quer dizer: “estar inteiro”, “estar em repouso”...  É então conveniente que perguntemos: o que nos impede de estarmos inteiros?  O que  nos impede de experimentarmos o repouso, isto é, de estarmos em paz?"
Foto: A PAZ…
   "  Paz, em hebraico, é Shalom, e, literalmente, Shalom quer dizer: “estar inteiro”, “estar em repouso”...  É então conveniente que perguntemos: o que nos impede de estarmos inteiros?  O que  nos impede de experimentarmos o repouso, isto é, de estarmos em paz?"
     As respostas são múltiplas; destaco apenas as que me parecem essenciais;
-    O que nos impede de estarmos inteiros, de estarmos inteiramente presentes na integridade do que somos, é o medo.
-    O que nos permite estarmos inteiros, estarmos inteiramente presentes na integridade do que somos, é o amor.
     O contrário do amor, e portanto da realização do que somos, não é fundamentalmente o ódio, e sim o medo.
     Medo de quem?  Medo de que?
     Medo de amar, melhor dizendo, de se perder, pois amar antes de se encontrar é perder-se.
     Certamente, existe toda sorte de medo: do desconhecido, do sofrimento, do abandono, da morte...  Todos esses medos podem resumir-se num só: medo de ser “nada”.
      Este medo nos leva a esforços inimagináveis, para provarmos a nós mesmos e aos outros que somos alguma coisa e que “vale a pena” sermos amados, que o merecemos...  Ser amado seria, portanto, um direito do homem?
     Infelizmente, este é um segredo muito bem guardado: aquele que procura ou solicita o amor jamais o encontrará...  Só o encontramos no momento em que o damos...  Unicamente quem ama, quem se torna amável e é capaz desse dom “gracioso” recebe o amor gratuitamente.
    O Amor jamais se manifesta àquele que o pede, mas se revela sem cessar a quem o doa.  Aquele que compreendeu e viveu isto sente-se em paz.  E também inteiro, porque só o amor nos realiza (e é o cumprimento da lei).
     O medo nos “castra”, torna-nos enfermos e impede a livre circulação da vida em todos os nossos membros.  E no Amor não há “membros impuros”: “Tudo é puro para aquele que é puro”; é o Amor que purifica.
     Amar com todo o seu ser, este é o mandamento (mitzvah), ou, mais exatamente, o “exercício” que nos é proposto: “Amarás com todo o teu coração, com todo o teu espírito, com todas as tuas forças”; isto traz também uma esperança.
      Um dia amarei inteiramente, não somente com o meu corpo, minha cabeça ou meu coração,  mas “inteiramente”; um dia, se almejo isto sem perder a esperança, estarei em paz.  Pois é suficiente desejar amar, querer amar, mesmo que ainda não seja amar...  Bem sabemos que o inferno não está nos outros; o inferno é não amar, é não se amar inteiramente, até em nossa dificuldade e algumas vezes em nossa incapacidade de amar...
      Nesse caso, talvez seja bastante não mais querer, não mais ter medo deste medo sutil, menos grosseiro, que é o medo de não ser amado, o medo de não amar...  Aquele que perdeu o medo de ser “nada” não tem mais medo de tudo; paradoxalmente, é o medo de ser nada que nos impede de ser tudo.  Se aceitássemos, por um instante, este “nada” que somos, este “nada a mais e nada a menos” do que somos, então,  nesse mesmo momento, não haveria mais obstáculos à revelação e ao desdobramento do Ser que ama, em nós e através de nós.
     Se, supostamente, ser amado é um direito do homem, ser capaz de doar é uma realização, uma graça divina concedida ao homem; a alegria de participar da Dádiva e da Vida do Ser que faz “girar a Terra, o coração humano e as demais estrelas”, generosamente...
      Porém, não fosse pelo fato de nos “sentirmos mal”, como seria possível aceitarmos “ser nada” quando nos sentimos ser alguma coisa?  O termo “nada” pode parecer negativo; talvez fosse preciso dizer simplesmente “ser”, sem acrescentar qualquer palavra, para podermos pressentir que o que se soma ao “ser” é algo de “mental” e compreendermos melhor a palavra do Cristo, precedida pela de Buda (seis séculos antes): “O que é, é, o que não é, não é”.  Tudo o que é dito a mais vem do mental ou do “mau”, ou ainda, em algumas traduções, do “mentiroso”.
      Sentir-se em paz é estar num corpo relaxado, com o coração livre e a mente serena.  E conhecendo melhor, hoje, as funções coordenadoras do cérebro, é sem dúvida pelo mental que devemos começar.  Ser nada a mais (e nada a menos) do que somos – estar em paz – pressupõe uma mente pacificada, em repouso, e é o segundo sentido da palavra shalom.
     Por que não estamos em repouso?
     Não somente há o medo de ser “nada” (ser mais ou ser menos do que somos), mas existem as lembranças, com as quais nos identificamos e que tomamos por nosso verdadeiro ser.  O caminho para a paz é aquele que nos faz passar das nossas identidades provisórias, irrisórias, transitórias, para a nossa identidade essencial (eu sou o que eu sou).
     Os Padres do Deserto falavam de oito logismoï, ou pacotes de memórias, com os quais nos identificamos e que nos impedem de estar em paz.  São eles:
1.    Gastrimargia, ou a identificação com nossas fomes, sedes e apetites, o resultado de todas as nossas necessidades, que e somatizam, na maior parte do tempo, oralmente (bulimia, anorexia);
2.    Philarguria, ou o medo de nos faltar algo, que se manifesta pela acumulação de bens inúteis; identificamo-nos e buscamos a segurança, pelo que temos e pelo que possuímos;
3.    Pornéia, ou a identificação com a nossa vida pulsional, com o medo de nos faltar vitalidade e desejo;
4.    Orgé, ou a dominação do irascível e do emocional, a cólera de não ser reconhecido como “centro  do mundo”, “digno de reconhecimento e respeito”;
5.    Lupé, ou a tristeza de não sermos amados como gostaríamos de ser;
6.    Acedia, ou a tristeza de não sermos amados de forma alguma, o desespero diante da evidência de que nunca fomos e nunca seremos amados (a menos que cessemos de pedir e nos tornemos capazes de doar);
7.    Kenodoxia, ou a vaidade e a presunção que nos identificam com a imagem que fazemos de nós mesmos, independentemente do que somos na verdade; isto só acontece com angústia, e esta é proporcional à diferença que existe entre o que somos e o que pretendemos ser;
8.    Uperephania, sem dúvida, a patologia mais grave: trata-se de colocar nossa identidade ilusória como se fosse a única realidade, e tomarmos a nós mesmos por única referência e juizes do que é bom ou mau; considerar todas as coisas em relação ao prazer ou desprazer que elas nos proporcionam e fazer delas uma lei válida para todos.
     Aos oito logismoï, ou pensamentos, poderíamos acrescentar muitos outros, como o ciúme, a inveja...  e todas as projeções que nos impedem de ver e de aproveitar o que está no presente.  Não por acaso, mais tarde, os Padres do Deserto chamaram estes pensamentos ou expressões da mente, que constituem obstáculos à apreensão simples e pacífica do que existe e do que somos, de “demônios” (shatan, que, em hebraico, quer dizer: “obstáculo”).
      Em resumo, o principal obstáculo à paz, o maior dos demônios é a nossa própria mente, este reservatório de emoções passadas, que se derrama sem parar sobre o presente; este “pacote de memórias” que denominamos ego, ou eu.  Quem sofre ou é infeliz é sempre o eu e nossa identificação com o que não somos realmente.
     Que só o presente existe é um segredo bem guardado; o que era, não é mais; o que será, ainda não é; se vivermos eternamente em nossos arrependimentos e projetos, teremos que sofrer e passaremos ao largo do “segredo”... “Ora ao teu Pai que está aí, dentro do segredo”, na presença do que é presente.  São palavras do Evangelho e também palavras de cura...
      A morte não existe ainda, ela não é.  Só permanece este “Eu Sou”, que existe desde sempre e para sempre.  Não podemos ir para outro lugar, senão onde estamos; e onde nos encontramos aqui já estamos.  Por que procurar, em outra parte, a vida e a paz que nós somos, se a paz é nossa verdadeira natureza, não está por fazer?  Trata-se, primeiramente, de conferir menos importância àquilo que nos “impede” de estar em paz; depois, não lhe dar importância alguma, se quisermos; e isto significa aderir, instante após instante, ao que é, com um espírito silencioso, uma mente serena, ou melhor, não identificados com as memórias e com as emoções que essas memórias provocam.
     Lembrar-se de que nossa verdadeira natureza está em paz é uma forma universal de oração.  Essa rememoração de nosso ser verdadeiro encontra-se, efetivamente, na base das práticas de meditação de várias culturas ou religiões (dhikr – prática islâmica; japa – modalidade de ioga; hesicasmo – seita antiga de místicos cristãos orientais, etc.).
           Temos medo de que?  De perdermos a cabeça, perdermos a alma, de não  sermos o que nossas memórias nos dizem que somos, não sermos coisa alguma do que pensamos ser?  Perdem-se as ilusões, os pensamentos, e fica somente o medo de morrer.  Se eu paro de me identificar com o que deve morrer, permaneço já naquilo que sou desde sempre.
     Não pode haver outro artesão da paz que não seja aquele cujo corpo está relaxado, que tem o coração livre e a mente pacificada.  Mesmo o nosso desejo de paz pode tornar-se uma tensão, um nervosismo, um obstáculo à paz, uma obrigação, um dever que se somará à infelicidade e à inquietação do mundo.
     Afirmar que estamos em paz não é negar nossos medos, nossas memórias, nossos sofrimentos...  é colocá-los em seus devidos lugares, na corrente insensata e tranquila da verdadeira Vida..."(Jean-Yves Leloup)

Gratidão pelo "maná" que nos sustenta em meio a caminhada no "deserto" até a Suprema Realização da "terra prometida" em todo coração...
SHALOM!!!
TODA LUZ
COM AMOR
ClaraLuz.
http://www.youtube.com/watch?v=2xAgLtjMrW4
 " As respostas são múltiplas; destaco apenas as que me parecem essenciais;
-    O que nos impede de estarmos inteiros, de estarmos inteiramente presentes na integridade do que somos, é o medo.
-    O que nos permite estarmos inteiros, estarmos inteiramente presentes na integridade do que somos, é o amor.
     O contrário do amor, e portanto da realização do que somos, não é fundamentalmente o ódio, e sim o medo.
     Medo de quem?  Medo de que?
     Medo de amar, melhor dizendo, de se perder, pois amar antes de se encontrar é perder-se.
     Certamente, existe toda sorte de medo: do desconhecido, do sofrimento, do abandono, da morte...  Todos esses medos podem resumir-se num só: medo de ser “nada”.
      Este medo nos leva a esforços inimagináveis, para provarmos a nós mesmos e aos outros que somos alguma coisa e que “vale a pena” sermos amados, que o merecemos...  Ser amado seria, portanto, um direito do homem?
     Infelizmente, este é um segredo muito bem guardado: aquele que procura ou solicita o amor jamais o encontrará...  Só o encontramos no momento em que o damos...  Unicamente quem ama, quem se torna amável e é capaz desse dom “gracioso” recebe o amor gratuitamente.
    O Amor jamais se manifesta àquele que o pede, mas se revela sem cessar a quem o doa.  Aquele que compreendeu e viveu isto sente-se em paz.  E também inteiro, porque só o amor nos realiza (e é o cumprimento da lei).
     O medo nos “castra”, torna-nos enfermos e impede a livre circulação da vida em todos os nossos membros.  E no Amor não há “membros impuros”: “Tudo é puro para aquele que é puro”; é o Amor que purifica.
     Amar com todo o seu ser, este é o mandamento (mitzvah), ou, mais exatamente, o “exercício” que nos é proposto: “Amarás com todo o teu coração, com todo o teu espírito, com todas as tuas forças”; isto traz também uma esperança.
      Um dia amarei inteiramente, não somente com o meu corpo, minha cabeça ou meu coração,  mas “inteiramente”; um dia, se almejo isto sem perder a esperança, estarei em paz.  Pois é suficiente desejar amar, querer amar, mesmo que ainda não seja amar...  Bem sabemos que o inferno não está nos outros; o inferno é não amar, é não se amar inteiramente, até em nossa dificuldade e algumas vezes em nossa incapacidade de amar...
      Nesse caso, talvez seja bastante não mais querer, não mais ter medo deste medo sutil, menos grosseiro, que é o medo de não ser amado, o medo de não amar...  Aquele que perdeu o medo de ser “nada” não tem mais medo de tudo; paradoxalmente, é o medo de ser nada que nos impede de ser tudo.  Se aceitássemos, por um instante, este “nada” que somos, este “nada a mais e nada a menos” do que somos, então,  nesse mesmo momento, não haveria mais obstáculos à revelação e ao desdobramento do Ser que ama, em nós e através de nós.
     Se, supostamente, ser amado é um direito do homem, ser capaz de doar é uma realização, uma graça divina concedida ao homem; a alegria de participar da Dádiva e da Vida do Ser que faz “girar a Terra, o coração humano e as demais estrelas”, generosamente...
      Porém, não fosse pelo fato de nos “sentirmos mal”, como seria possível aceitarmos “ser nada” quando nos sentimos ser alguma coisa?  O termo “nada” pode parecer negativo; talvez fosse preciso dizer simplesmente “ser”, sem acrescentar qualquer palavra, para podermos pressentir que o que se soma ao “ser” é algo de “mental” e compreendermos melhor a palavra do Cristo, precedida pela de Buda (seis séculos antes): “O que é, é, o que não é, não é”.  Tudo o que é dito a mais vem do mental ou do “mau”, ou ainda, em algumas traduções, do “mentiroso”.
      Sentir-se em paz é estar num corpo relaxado, com o coração livre e a mente serena.  E conhecendo melhor, hoje, as funções coordenadoras do cérebro, é sem dúvida pelo mental que devemos começar.  Ser nada a mais (e nada a menos) do que somos – estar em paz – pressupõe uma mente pacificada, em repouso, e é o segundo sentido da palavra shalom.
     Por que não estamos em repouso?
     Não somente há o medo de ser “nada” (ser mais ou ser menos do que somos), mas existem as lembranças, com as quais nos identificamos e que tomamos por nosso verdadeiro ser.  O caminho para a paz é aquele que nos faz passar das nossas identidades provisórias, irrisórias, transitórias, para a nossa identidade essencial (eu sou o que eu sou).
     Os Padres do Deserto falavam de oito logismoï, ou pacotes de memórias, com os quais nos identificamos e que nos impedem de estar em paz.  São eles:
1.    Gastrimargia, ou a identificação com nossas fomes, sedes e apetites, o resultado de todas as nossas necessidades, que e somatizam, na maior parte do tempo, oralmente (bulimia, anorexia);
2.    Philarguria, ou o medo de nos faltar algo, que se manifesta pela acumulação de bens inúteis; identificamo-nos e buscamos a segurança, pelo que temos e pelo que possuímos;
3.    Pornéia, ou a identificação com a nossa vida pulsional, com o medo de nos faltar vitalidade e desejo;
4.    Orgé, ou a dominação do irascível e do emocional, a cólera de não ser reconhecido como “centro  do mundo”, “digno de reconhecimento e respeito”;
5.    Lupé, ou a tristeza de não sermos amados como gostaríamos de ser;
6.    Acedia, ou a tristeza de não sermos amados de forma alguma, o desespero diante da evidência de que nunca fomos e nunca seremos amados (a menos que cessemos de pedir e nos tornemos capazes de doar);
7.    Kenodoxia, ou a vaidade e a presunção que nos identificam com a imagem que fazemos de nós mesmos, independentemente do que somos na verdade; isto só acontece com angústia, e esta é proporcional à diferença que existe entre o que somos e o que pretendemos ser;
8.    Uperephania, sem dúvida, a patologia mais grave: trata-se de colocar nossa identidade ilusória como se fosse a única realidade, e tomarmos a nós mesmos por única referência e juizes do que é bom ou mau; considerar todas as coisas em relação ao prazer ou desprazer que elas nos proporcionam e fazer delas uma lei válida para todos.
     Aos oito logismoï, ou pensamentos, poderíamos acrescentar muitos outros, como o ciúme, a inveja...  e todas as projeções que nos impedem de ver e de aproveitar o que está no presente.  Não por acaso, mais tarde, os Padres do Deserto chamaram estes pensamentos ou expressões da mente, que constituem obstáculos à apreensão simples e pacífica do que existe e do que somos, de “demônios” (shatan, que, em hebraico, quer dizer: “obstáculo”).
      Em resumo, o principal obstáculo à paz, o maior dos demônios é a nossa própria mente, este reservatório de emoções passadas, que se derrama sem parar sobre o presente; este “pacote de memórias” que denominamos ego, ou eu.  Quem sofre ou é infeliz é sempre o eu e nossa identificação com o que não somos realmente.
     Que só o presente existe é um segredo bem guardado; o que era, não é mais; o que será, ainda não é; se vivermos eternamente em nossos arrependimentos e projetos, teremos que sofrer e passaremos ao largo do “segredo”... “Ora ao teu Pai que está aí, dentro do segredo”, na presença do que é presente.  São palavras do Evangelho e também palavras de cura...
      A morte não existe ainda, ela não é.  Só permanece este “Eu Sou”, que existe desde sempre e para sempre.  Não podemos ir para outro lugar, senão onde estamos; e onde nos encontramos aqui já estamos.  Por que procurar, em outra parte, a vida e a paz que nós somos, se a paz é nossa verdadeira natureza, não está por fazer?  Trata-se, primeiramente, de conferir menos importância àquilo que nos “impede” de estar em paz; depois, não lhe dar importância alguma, se quisermos; e isto significa aderir, instante após instante, ao que é, com um espírito silencioso, uma mente serena, ou melhor, não identificados com as memórias e com as emoções que essas memórias provocam.
     Lembrar-se de que nossa verdadeira natureza está em paz é uma forma universal de oração.  Essa rememoração de nosso ser verdadeiro encontra-se, efetivamente, na base das práticas de meditação de várias culturas ou religiões (dhikr – prática islâmica; japa – modalidade de ioga; hesicasmo – seita antiga de místicos cristãos orientais, etc.).
           Temos medo de que?  De perdermos a cabeça, perdermos a alma, de não  sermos o que nossas memórias nos dizem que somos, não sermos coisa alguma do que pensamos ser?  Perdem-se as ilusões, os pensamentos, e fica somente o medo de morrer.  Se eu paro de me identificar com o que deve morrer, permaneço já naquilo que sou desde sempre.
     Não pode haver outro artesão da paz que não seja aquele cujo corpo está relaxado, que tem o coração livre e a mente pacificada.  Mesmo o nosso desejo de paz pode tornar-se uma tensão, um nervosismo, um obstáculo à paz, uma obrigação, um dever que se somará à infelicidade e à inquietação do mundo.
     Afirmar que estamos em paz não é negar nossos medos, nossas memórias, nossos sofrimentos...  é colocá-los em seus devidos lugares, na corrente insensata e tranquila da verdadeira Vida..."(Jean-Yves Leloup)

Gratidão pelo "maná" que nos sustenta em meio a caminhada no "deserto" até a Suprema Realização da "terra prometida" em todo coração...
SHALOM!!!
TODA LUZ
COM AMOR
ClaraLuz. 

SHALOM ALEICHEM

COMUNHÃO...ORAÇÃO

"Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão."(Confúcio)
Foto: COMUNHÃO...ORAÇÃO
QUERIDOS O MOMENTO É DE UMA DELICADEZA EXTREMA...QUE POSSAMOS MANTER O FOCO NA LUZ QUE NUNCA SE APAGA...QUE CADA QUAL, DENTRO DE SEU CREDO, POSSA ELEVAR SEU PENSAMENTO, EM UMA CORRENTE DE COMUNHÃO DE MENTES/CORAÇÕES, EM ORAÇÃO PARA O MAIS ELEVADO BEM PARA TUDO E TODOS!
"Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão."(Confúcio)
GRATIDÃO INFINITA!
PAZ PROFUNDA!
COM AMOR
ClaraLuz.
http://www.youtube.com/watch?v=aqzltedTp2U&feature=related
QUERIDOS O MOMENTO É DE UMA DELICADEZA EXTREMA...QUE POSSAMOS MANTER O FOCO NA LUZ QUE NUNCA SE APAGA...QUE CADA QUAL, DENTRO DE SEU CREDO, POSSA ELEVAR SEU PENSAMENTO, EM UMA CORRENTE DE COMUNHÃO DE MENTES/CORAÇÕES, EM ORAÇÃO PARA O MAIS ELEVADO BEM PARA TUDO E TODOS!

GRATIDÃO INFINITA!
PAZ PROFUNDA!
COM AMOR
ClaraLuz.

Te Ofereço Paz